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Tributos

Alíquota da CBS no Senado: audiências a partir de 11 de novembro, prazo de 15 de dezembro e dois cenários de preço para 2027

CAE do Senado fará audiências sobre a CBS a partir de 11/11/2026. Sem resolução até 15/12, valem os 11,3% do TCU. O que acompanhar e dois cenários de preço.

Autoria: Equipe Veritum

Publicado em

Plenário legislativo vazio com fileiras de mesas e microfones
Imagem de capa.

O presidente da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, senador Renan Calheiros (MDB-AL), anunciou em 31 de outubro de 2026 que a comissão fará audiências sobre a alíquota da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), que começam em 11 de novembro de 2026 (quarta-feira) (Valor Econômico, 31/10/2026). Segundo ele, serão convidados o ministro da Fazenda, o presidente do TCU, tributaristas e representantes da sociedade, e o relator será o senador Eduardo Braga.

A data que importa para o orçamento é outra: se o Senado não aprovar nova resolução até 15 de dezembro de 2026, a alíquota de 11,3% calculada pelo Tribunal de Contas da União passa a valer automaticamente a partir de 1º de janeiro de 2027, segundo o Valor.

Já explicamos o que significa a alíquota de referência de 11,3% e como ela difere da alíquota efetiva e como levar a CBS para o orçamento de 2027. Este texto trata do que acompanhar entre 11/11 e 15/12/2026 e de como montar dois cenários de preço enquanto o número não é definitivo.

Calendário

DataO que aconteceFonte
28/10/2026TCU aprova a alíquota de referência de 11,3% para a CBS de 2027Portal TCU
31/10/2026CAE anuncia audiênciasValor
11/11/2026 (quarta-feira)Começam as audiências na CAEValor
15/12/2026 (terça-feira)Prazo para o Senado aprovar resoluçãoValor
01/01/2027Início da cobrança da CBS com a alíquota fixada (ou os 11,3%, na falta de resolução)Valor

O que acompanhar nas audiências

  1. Quem fala e o que defende. A presença do ministro da Fazenda e do presidente do TCU indica se o governo e o tribunal defendem o número calculado ou admitem revisão.
  2. O parecer do relator. O texto de Eduardo Braga dirá se a proposta é confirmar os 11,3% ou fixar outro percentual, e com que justificativa.
  3. Calendário de votação. Entre a CAE e o plenário há etapas. Uma votação marcada perto de 15/12 deixa pouca margem para ajustar tabelas de preço e sistemas antes de 1º/01/2027.
  4. Redação da resolução. O número final, o arredondamento e eventuais regras de vigência precisam ser lidos no texto publicado, não em manchetes.

Dois cenários de preço para 2027

Enquanto o Senado não decide, a recomendação prática é trabalhar com dois cenários e preparar os sistemas para trocar de um para o outro sem retrabalho.

  • Cenário A – sem nova resolução: CBS de referência de 11,3%, o número do TCU, que vale automaticamente se nada for aprovado até 15/12.
  • Cenário B – Senado fixa outro percentual: use um número alternativo apenas como teste de sensibilidade. Até o fechamento deste texto (02/11/2026), não havia proposta oficial com outro percentual nas fontes que consultamos.

Exemplo hipotético: um serviço sem redução setorial tem preço líquido de tributos sobre consumo de R$ 1.000. No cenário A, a CBS destacada seria R$ 113 e o total, R$ 1.113. Num cenário B hipotético de 10%, apenas para teste, a CBS seria R$ 100 e o total, R$ 1.100. A diferença de R$ 13 por R$ 1.000 vendidos é o tamanho do ajuste que a tabela de preço precisa absorver. Para clientes que tomam crédito integral, o custo líquido fica em R$ 1.000 nos dois cenários; para consumidor final, a diferença vai inteira para o preço. Os 10% não são previsão: são só um número para testar a sensibilidade.

Lembre também que, como explicamos no post sobre orçamento 2027, a lei prevê redução de 0,1 ponto percentual na CBS em 2027 e 2028, período em que o IBS é cobrado em caráter de teste. Confira esse ajuste no cadastro antes de fechar a alíquota usada no sistema.

O que fazer até 15 de dezembro

  1. Parametrize a alíquota como variável no ERP e nas planilhas de preço, nunca como número fixo em fórmulas.
  2. Monte as duas tabelas (A e B) e defina quem aprova a troca e em quanto tempo.
  3. Revise propostas e contratos com vigência em 2027: prefira preço líquido de tributos sobre consumo, com cláusula de ajuste pela resolução do Senado.
  4. Classifique a receita por tratamento (padrão, reduções, alíquota zero, regimes específicos). A alíquota de referência só vale cheia para a parcela sem redução.
  5. Agende a revisão final para a semana de 15/12/2026, com o texto da resolução (ou a confirmação de que não houve) em mãos.

Onde a Veritum entra

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Fontes

Fontes consultadas